Creio na Vida Eterna

Postada por: José Raimundo
Cadastrada em: 15/11/2011 16:11:10

Certamente em algum momento de sua vida, você já indagou sobre a sua origem e o seu destinofinal: de onde vim? Para onde vou? E depois da morte o que virá?

O papa Bento XVI, com a lucidez de seu magistério, diz "A Igreja sente como sua missão prioritária, na cultura atual, manter desperta a busca da verdade e, consequentemente, de Deus; levar as pessoas a olharem para além das coisas penúltimas e porem-se à procura das últimas”, e convida a “aprofundar o conhecimento de Deus tal como Ele Se revelou em Jesus Cristo para a nossa total realização. Fazei coisas belas, mas, sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza". (Bento XVI discurso ao mundo da cultura, Portugal 12 de maio de 2010). “Essa é uma questão muito séria, diz o Santo Padre. A nossa pregação, nosso anúncio está orientado realmente de forma unilateral para a formação de um mundo melhor, enquanto o mundo realmente melhor quase não é mais mencionado. Aqui temos de fazer um exame de consciência. Certamente, tenta-se sair ao encontro dos ouvintes, dizer-lhes aquilo que se acha dentro do seu horizonte. Mas nossa tarefa é, ao mesmo tempo, abrir este horizonte, ampliá-lo e olhar em direção ao último”.

A Igreja, discípula e serva da Palavra de Deus, fundamentada nessa, ensina a verdade escatológica, a cerca das coisas últimas ou novíssimas:

1) A Morte. “A morte põe fim à vida do homem como tempo aberto ao acolhimento ou à recusa da graça divina manifestada em Cristo” (Cf. 2Tm 1,9-10). CIC 1021).

2) O Céu. Os que morreram na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, por que o vêm “tal qual ele é” (1Jo 3,2), face a face (Cf. 1Cor 13, 12; Ap 22,4). (CIC 1023).

3) O Purgatório. Os que morreram na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após a morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do céu. Purgatório é esta purificação final dos eleitos. (CIC, 1030).

4) O inferno. “No entardecer de nossa vida nós seremos julgados pelo amor” (São João da Cruz). Morrer em pecado mortal sem ter-se arrependido e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa ficar separado do Todo-Poderoso para sempre, pela nossa própria opção livre. Este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus, é o inferno. (cf. CIC 1033).

5) O Juízo Final. A ressurreição dos mortos antecederá o Juízo Final, que acontecerá com a volta gloriosa de Cristo, em linguagem teológica, chamada de “parusia”. É diante de Cristo – a verdade - que será definitivamente desvendada a verdade sobre a relação de cada pessoa com Deus, com os outros e o que cada um tiver feito de bem ou deixado de fazer durante a sua vida terrestre. Irão para o castigo eterno ou para a vida eterna (Cf. Mt 25,31.32.46).

A fé cristã nos dá a esperança de “novos céus e nova terra” (2pd 3,13). No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Então os justos reinarão com Cristo para sempre, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo material será transformado. Cristo, então será “tudo em todos” (1Cor 15,28), na Vida Eterna. Não nos esqueçamos: “No entardecer de nossa vida, nós seremos julgados pelo amor”.

Dom Juarez - Diocese de Oeiras