HISTÓRIA

A CRIAÇÃO DA PARÓQUIA DE FÁTIMA

Com a Igreja já em condições de uso, embora, ainda, sem conclusão, a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima foi criada e erigida canonicamente em 10 de julho de 1969, pelo Arcebispo Dom Avelar Brandão Vilela.
Por esse ato, a Igreja de Nossa Senhora de Fátima foi elevada à categoria de Igreja Matriz, com todas as prerrogativas que lhe são inerentes. Essa decisão foi tomada depois de ouvidos os Consultores Diocesanos e os Vigários das Paróquias de São Raimundo Nonato e São José Operário, de onde foi desmembrado o território desta nova Paróquia.
A necessidade de sua criação teve por base a busca de tornar mais eficaz a evangelização da população que crescia rapidamente, procurando orientar a formação espiritual dos fiéis e tornar mais intensa a participação na plenitude de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O Decreto de criação da Paróquia delimita a área de sua abrangência com a seguinte descrição: Partindo da ponte ferroviária sobre o rio Poti, nas proximidades do seminário, segue pelo rio em apreço, águas abaixo, até a linha telegráfica, daí pela linha em questão até a rodovia PI-2, e por esta até a linha de limites Teresina-União e posteriormente Teresina-José de Freitas e Teresina-Altos, até a estrada de ferro central do Piauí; daí pela ferrovia mencionada segue até o rio Poti e pelo rio citado até o ponto de partida.
A Paróquia de Fátima nasce, assim, naquela época, como a maior área territorial de todas as paróquias de Teresina, e também como a primeira a ser criada na zona leste da cidade - a nova área urbana da Capital piauiense.

Decreto de Criação da Paróquia Nossa Senhora de Fátima

A PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA foi criada por Dom Avelar Brandão Vilela, então Arcebispo de Teresina, aos 10 de julho de 1969, conforme o Decreto seguinte: "Dom Avelar Brandão Vilela, por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica, Arcebispo de Teresina. Aos que nosso Decreto virem, paz e benção em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fazemos saber que, tendo em vista o crescimento demográfico da cidade de Teresina, e ouvidos os Consultores Arquidiocesanos e os párocos de São José Operário e de São Raimundo, criar e erigir canonicamente a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em caráter inamovível. Quase todo o território da nova paróquia foi desmembrado da freguesia de São José Operário. Assim sendo, a Capela de Nossa Senhora de Fátima (Bairro de Fátima) se considere elevada à categoria de Igreja Matriz, com todos os privilégios que lhe são inerentes. O Revmo. Vigário, Pe. Geraldo Vale ficará com a obrigação de residir no território da Paróquia, o mais breve possível. Apesar de todas as dificuldades, resolvemos criar a Paróquia, na certeza de atendermos aos interesses da glória de Deus e a salvação das almas. Com efeito, a evangelização torna-se mais fácil, mais eficaz a formação espiritual dos fiéis e mais intensa a participação da plenitude de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a criação de uma paróquia. Esperamos que dentro do menos lapso de tempo possível a nova paróquia esteja munida de todos os elementos necessários à sua perfeita organização. Os limites da nova paróquia são os seguintes: Partindo da ponte ferroviária sobre o rio Poti, nas proximidades do seminário, segue pelo rio em apreço, águas abaixo, até a linha telegráfica, daí pela linha em questão até a rodovia PI-2, e por esta até a linha de limites Teresina-União e posteriormente Teresina-José de Freitas e Teresina-Altos, até a estrada de ferro central do Piauí; daí pela ferrovia mencionada segue até o rio Poti e pelo rio citado até o ponto de partida. Dado e passado nesta nossa Cidade Arquiepiscopal de Teresina, aos 10 do mês de julho de mil e novecentos e sessenta e nove.

Dom Avelar Brandão Vilela
Arcebispo Metropolitano
Pe. Antônio Rêgo, Secretário do Arcebispado

 

O Primeiro Pároco

Padre Geraldo Vale

O primeiro Pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, o Pe. Geraldo Vale. Filho de Natanael Francisco do Vale e Maria das Neves Silva do Vale, nasceu no dia 29 de novembro de 1935, em Campo Maior (PI) e faleceu em 26 de dezembro de 1995, em Teresina.
A sua vocação para a vida sacerdotal se manifestou desde cedo, pois, conforme recordam seus pais, desde os 6 ou 7 anos, passava horas imitando o Padre Mateus diante de um altarzinho por ele mesmo preparado em casa. Ainda muito jovem começou a ajudar na celebração das missas como "coroinha", tendo ingressado aos 12 anos no Seminário Menor de Teresina.
Cursou o Seminário Maior em Fortaleza, onde se ordenou sacerdote em 1961. Celebrou a sua primeira missa em Campo Maior, onde se instalou com a função de Vigário Cooperador da paróquia de Santo Antônio, depois passou a trabalhar como vigário em São Pedro do Piauí. Em 1º
de agosto de 1969 foi nomeado como primeiro pároco de Fátima, onde permaneceu até de dezembro de 1974.
Depois, Pe. Geraldo Vale passou a residir com seus pais, na rua Lisandro Nogueira. Nomeado Capelão da Polícia Militar, implantou o primeiro grupo de RCC (Renovação Carismática Católica) na Arquidiocese de Teresina.
A cerimônia em comemoração aos seus 25 anos de ordenação foi celebrada na Capela do Instituto Dom Barreto, onde se reuniram seus familiares e amigos, tendo ele próprio celebrado a missa, juntamente com Mons. Isaac e Pa. Raimundo José. Como era muito modesto, não aceitou nenhuma homenagem nessa importante data de sua vida. Foi sempre devoto fervoroso de Nossa Senhora e gostava de uma boa leitura.

 

O Segundo Pároco

Pe. Antônio Soares Batista, filho de José Cruz Batista e Maria Soares Batista, conhecido como padre Tony Batista, é o segundo Pároco de Fátima. Nasceu a 28 de junho de 1946, na fazenda de seus pais, denominada "Ponte das Pedras", no município de São Pedro do Piauí. Aprendeu a rezar no colo de sua mãe e ainda criança descobriu a sua vocação de pastor, tendo entrado para o Seminário Menor de Teresina em 1965.
Como lembrava o saudoso Mons. Chaves, "os dons de comunicação e de liderança do Pe. Tony Batista já eram, naquela época, evidenciados e reconhecidos, logo chamando a atenção de Dom Avelar". Enviado em 1969 por esse Arcebispo para estudar no Seminário Central da Bahia, concluiu o curso de Filosofia, que havia iniciado na Faculdade de Filosofia do Piauí, e de Teologia na Universidade Católica de Salvador.

Pe. Tony e o Papa Paulo VI - Roma 1978

Recebeu todos os ministérios na capela da residência do Cardeal da Bahia, no Campo Grande, em Salvador. Foi ordenado Diácono, em 08 de dezembro de 1973, por seu mestre, pastor e amigo, Dom Avelar Brandão Vilela, numa celebração simples, na Capela das Irmãs dos pobres de Santa Catarina de Sena, no bairro da Saúde, em Salvador. Após ter concluído seu estudos teológicos, retornou a Teresina, sendo ordenado Presbítero no dia 20 de fevereiro de 1974, na catedral de Nossa Senhora das Dores, pela imposição das mãos do então Arcebispo de Teresina, Dom José Freire Falcão, no aniversário da criação da Diocese do Piauí.
Celebrou a sua primeira missa na Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, na Vermelha, bairro onde moravam seus parentes. Logo depois, assumiu a função de Coadjutor do Pároco da Catedral, o Pe. Luís Soares de Melo, que se ausentou de Teresina naquela época para fazer um curso no Rio de Janeiro. Mons. Luís Soares tornou-se uma das principais referências na vida do Pe. Tony, que o tem como grande amigo e modelo de pastor.
O Pe. Tony, como é carinhosamente chamado pelos paroquianos, foi nomeado Pároco da Igreja de Nossa Senhora de Fátima em 20 de fevereiro de 1975 e permanece até hoje à frente desta paróquia. Ao assumir a paróquia de Fátima, já encontrou o seu território em franco povoamento. Certamente, um grande desafio para um padre tão jovem, com exatamente um ano de ordenação, assumir a responsabilidade de conduzir uma grande Paróquia, numa sociedade com tantas desigualdades como a de Teresina. Todavia, com seu carisma pessoal, pela grande capacidade de comunicação, mobilização, trabalho, liderança e administração, a exemplo de Dom Avelar, o Pe. Tony foi continuamente conquistando cada vez mais um maior número de fiéis para as suas celebrações. Conseguiu também a participação de todos nas diversas ações sociais que passou a dinamizar, mantendo e ampliando as obras sociais implantadas pelo saudoso Arcebispo de Teresina, Dom Avelar.

Quando Pe. Tony assumiu a Paróquia de Fátima, ele não dispunha de casa paroquial, de transporte, nem mesmo do mínimo necessário para a realização de sua missão pastoral. O novo pároco não encontrou uma única peça de paramento. A Igreja Matriz era um vão só, sem nenhuma janela ou portas laterais, não havia piso, bancos, nem altar. A sacristia não contava com uma única janela e não havia escritório de atendimento para o padre. Os morcegos e andorinhas eram os principais freqüentadores da Igreja. Como a Paróquia não dispunha de casa paroquial, Pe. Tony residia com seu tio, Zuca Barradas, na Rua Olavo Bilac, ao lado do Colégio Diocesano e tomava o ônibus todos os dias para poder cumprir suas responsabilidades, agora como pároco. Não demorou muito, Dom Falcão conseguiu, através de um projeto de Adveniat, um transporte para ele, era um fusquinha que ele mesmo batizou de Oxumaré, para recordar-se sempre da terra que o marcou, Salvador. Os primeiros bens adquiridos pelo Pe. Tony foram dois copos de propaganda do Supermercado Compre Bem e uma bilha de barro, comprada no mercado central de Teresina, pela senhora Janete Zarrar, moradora da Av. Nossa Senhora de Fátima. Como foi sempre muito apressado em tudo, Pe. Tony não se conformava em não residir na sua própria paróquia e por isso ficava sempre reivindicando do Vigário Geral da época, Mons. Mateus, uma casa paroquial. Tendo sido desocupada uma casinha da Diocese, ao lado do restaurante Beliscão, Mons. Mateus colocou-a à disposição da paróquia. Logo um grupo de amigos fez pequena reforma na casa, deixando-a em condições para a residência do padre. Um grupo de senhoras começou uma campanha (a primeira da paróquia) para colocar na Casa Paroquial o mínimo necessário para que o padre tivesse uma vida digna. As senhoras eras as seguintes: Idelzuite Freire, Beatriz Madeira Campos, Guiomar Carvalho, Alzira Rio Lima e muitas outras. Elas equiparam a nova casa paroquial com o necessário para o seu funcionamento. Um grupo de amigos do Pe. Tony, vindos da Catedral, Bel Paiva, Celinha, Graça Carvalho, Célia Barradas e outras adquiriram para a paróquia pequenas peças, sobretudo paramentos, ventiladores, copos, etc. Foi um momento muito bonito, ocasião em que o padre começou a sentir as novas lideranças da sua paróquia. Foram momentos de graça. Hoje, quando vemos a paróquia tendo tudo o que necessita, até com conforto, é preciso lembrar que nada caiu dos céus, e que foi tudo adquirido graças aos sacrifícios iniciais, das primeiras lideranças que tanto trabalharam e sofreram. Hoje agradecemos ao Senhor os frutos desse inestimável trabalho comunitário.

Quando a casa ficou em condições de moradia e as senhoras conseguiram os móveis necessários, Pe. Tony passou a residir na paróquia, bem próximo da Igreja, onde hoje funciona a casa de evangelização Santa Teresinha. Como seus pais moravam em outro município, sua sobrinha Luisa Maria (Isa) dedicou-se a organizar o lar do padre durante muitos anos, até se casar. Desde o início, Pe. Tony foi muito bem acolhido pelas famílias da Paróquia, entre elas estava a de Elício e Cacilda Terto, que, carinhosamente o recebia em sua casa nos momentos de intervalo de suas atividades, tendo um quarto preparado especialmente para ele repousar. Essas são lembranças de D. Cacilda, que ainda guarda, com saudades, e muita emoção em seu coração de mãe.
A primeira casa paroquial, na Praça de Fátima, era muito pequena e sem nenhum conforto. Com a volta para o Limoeiro do Norte dos parentes de Dom Falcão, a Diocese adquiriu a casa por eles deixada, na Av. Nossa Senhora de Fátima, 979, onde hoje está o curso de idiomas Wizard. O próprio Pe. Tony procurou terminar a casa e deixá-la em condições de habitação. Agora é uma residência boa, grande e confortável.
Depois de dois anos à frente da paróquia, Pe. Tony foi escolhido pelo Arcebispo para fazer mestrado em Roma, Itália, onde passou dois anos cursando Mestrado em Espiritualidade, na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, no período de 1977 a 1979. No seu lugar ficou o Pe. Matuzalém Souza, que o substituiu, com muito zelo, nos trabalhos da paróquia. De volta a Teresina, dia 08 de setembro de 1979, Pe. Tony reassume a paróquia e continuando à sua frente até hoje, ausentando-se somente por um período significativo no ano 1988, quando viajou para o Chile, onde fez um curso de especialização em Comunicação, na Pontifícia Universidade de Santiago.

Devido ao barulho da avenida Nossa Senhora de Fátima, e à falta de privacidade, Pe. Tony adquiriu um terreno e, com a colaboração de amigos, construiu a sua casa, no bairro Alto da Graça, onde reside até hoje. Essa casa foi presente dos seus amigos que se cotizaram e a construíram especialmente para ele, um projeto da arquiteta Aline Elvas Castelo Branco.
Por sua grande capacidade de trabalho, às suas funções de pároco em Fátima passaram a se somar outras, eclesiais e sociais, em nível arquidiocesano, tendo sido nomeado Vice-Presidente da ASA em 1986, função na qual permaneceu até 1996, quando foi escolhido, em assembléia, para exercer a sua Presidência. Ele continua no mandato até 2011.
Em 1990, 15 de abril, o então Arcebispo Dom Miguel Fenelon Câmara, criou dois Vicariatos: o Vicariato Episcopal para Movimento e Associações Pias, coordenado pelo Pe. Raimundo José Ayremoraes Soares e o das Comunicações e Ação Social, confiado ao Pe. Tony Batista.

 

Pe. Tony Batista e Tia Laura

Ao jeito de ser do Pe. Tony, ninguém fica indiferente. Considerado por uns como "um padre de vanguarda", por outros como "um padre que gosta de aparecer", os seus paroquianos e também os que o conhecem mais de perto, sabem que ele é um pastor dedicado à sua missão. Sabem, porque acompanham todo o seu trabalho, que é desenvolvido com zelo e firmeza, procurando estar próximo aos seus fiéis, como orientador espiritual e como irmão, amigo e conselheiro. Está sempre pronto a orientar e a apoiar com paciência os que o procuram, dando força aos leigos no trabalho pastoral e encontrando tempo e disposição para estar sempre presente nas atividades que coordena na paróquia, na ASA e no Vicariato.
Para os que ainda não o conhecem um pouco melhor, talvez uma definição do Pe. Tony, por ele próprio, possa esboçar um pouco de seu perfil:
"... como sacerdote, tenho uma vida que, aos olhos do mundo, é contraditória: oriento, conforto, consolo, animo e, ao mesmo tempo preciso de tudo isso! Estou sempre na festa, no velório, no sorriso e na lágrima abundante e, ao mesmo tempo, estou só, mesmo com todos... Todos conhecem os meus defeitos, minhas fraquezas e, mesmo assim, muitos procuram apoio nos meus ombros. Às vezes minha maneira de ser entra em choque com a maneira de pensar de muitos. É o padre, como outros padres. Homem como outros e, ao mesmo tempo, tão diferente!". Hoje o Pe. Tony é o Vigário Geral da Arquidiocese de Teresina.

Registros da primeira visita pastoral do Arcebispo à paróquia de Fátima

Ata da visita de Dom José Freire Falcãomem Dezembro de 1974

"Nos dias 25,26,27 e 29 de Maio de 1975, estive em visita pastoral à paróquia de Nossa Senhora de Fátima, nesta cidade de Teresina.
Participei de encontros com os legionários de Maria, com os jovens, com os pais das crianças dos grupos de evangelização, com casais e com educadores da fé.
Celebrei a Missa Paroquial, domingo, dia 25, tendo pregado para os fiéis e falado para grande número de pessoas, logo após a missa, na própria Igreja Matriz.
Alegro-me por ver o esforço do novo vigário, Pe. Antônio Batista, para dinamizar a ação pastoral no vasto território da paróquia, em rápido crescimento demográfico.
Só pode merecer minha palavra de estimulo tudo o que se está a fazer: o contato com as famílias, os encontros frequentes com pequenos grupos, os cursos de preparação para o casamento, o empenho em levar os fiéis a uma participação mais consciente dos sacramentos e, especialmente, da Missa.
Também merece ser registrado, de maneira particular, neste livro de Tombo, a preocupação do vigário pelo ensino religioso, nos educandários da área de sua jurisdição.
Testemunho do apreço de seus paroquianos pelo bom trabalho que vem realizando é o entusiasmo com que tantas famílias assumiram os encargos materiais da conclusão da igreja Matriz para mobilizar a Casa Paroquial.
De todo coração, concedo ao vigário da paróquia, à religiosa responsável pela catequese e todos os fiéis minha particular benção de Pastor".

Teresina, 29 de Maio de 1975
José Freire Falcão - Arcebispo de Teresina

 

Arcebispos de Teresina

Dom Severino Vieira de Melo

Dom Severino Vieira de Melo era Pernambucano, governou a diocese de 07 de junho de 1923 até 27 de maio de 1955 quando faleceu.

 

Dom Avelar Brandão Vilela

Nasceu em Viçosa-AL, pertencia ao clero de Aracaju-SE e foi nomeado bispo de Petrolina-PE. De Petrolina foi transferido para Arquidiocese de Teresina e governou de 05 de novembro de 1955 a 30 de maio de 1971. Marcou profundamente a Arquidiocese, o seu lema era: humanizar e evangelizar. Priorizou as obras sociais e criou entre outras coisas a ASA - Ação Social Arquidiocesana, a Faculdade de Filosofia do Piauí e a Rádio Pioneira de Teresina. De Teresina foi transferido para Sé Primacia do Brasil, Salvador-BA.

Não poderíamos dizer que Dom Avelar foi o mais querido Arcebispo de Teresina, até agora. Entretanto ele fez uma profunda diferença com o seu jeito próprio de ser e de agir como pastor. Descendia de uma família rica, dos engenhos de cana das Alagoas, teve uma formação bastante sólida, tinha um porte bonito e uma destacada vocação política. Sabia ouvir a todos, especialmente tinha um carinho de predileção pelos pobres, a quem sempre ouvia com zelo e socorria com solicitude. Foi muito fiel ao seu lema pastoral: "Evangelizar e Humanizar". Deu tudo de si pela promoção do ovo da nossa Arquidiocese de Teresina. Sem esquecer-se das pastorais fundamentais, deu especial atenção às pastorais sociais, fundando a ASA - Ação Social Arquidiocesana, a Rádio Pioneira de Teresina, o MEB, a Faculdade de Filosofia do Piauí e tantos outros belos serviços que ainda hoje temos como referência em Teresina. Dom Avelar teve um especial carinho pela Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Tudo ele fez para que esta paróquia pudesse desenvolver-se. Aqui ele deu melhor de si. A ele nossa eterna gratidão.

 

Dom José Freire Falcão

Teresina, sempre muito hospitaleira, acolheu com muito carinho D. José Freire Falcão, eleito Arcebispo de nossa Capital, em 25 de Novembro de l971, em substituição ao nosso querido e saudoso D. Avelar Brandão Vilela, transferido para Salvador
na Bahia.
Nascido de uma família muito religiosa, cedo D. José manifestou vocação para o sacerdócio. Durante todo o processo de sua formação, colocou sua inteligência, seu zelo e dedicação a serviço de Deus e da Igreja. Eleito Bispo de Limoeiro do Norte-CE, dedicou-se com afinco às diversificadas práticas de uma exigente e profícua Ação Pastoral, práticas estas tão meritórias e reconhecidas que o credenciaram junto à Santa Sé para a missão de Arcebispo de Teresina. Substituir D. Avelar, Pastor que reunia tantas qualidades, e, por isso mesmo, tão amado e admirado por todo o seu rebanho, não constituía tarefa fácil, entretanto D. Falcão mostrou-se e portou-se fiel a seu lema: "Servir em Humildade" e, assim, foi pouco a pouco, conquistando os teresinenses de todas as camadas sociais, demonstrando sua liderança e eficiência na condução de sua Ação Pastoral.
Durante o tempo em que esteve a serviço da Igreja Católica em Teresina, além de dar continuidade e sustentação às obras em andamento, deixadas por seus antecessores, D. Falcão, na prática, se mostrou também um idealizador e realizador de novos projetos pastorais, além de outros Projetos de grande porte na área administrativa, tão necessários à auto-sustentação da Arquidiocese de Teresina. Nos anos que passou à frente da Igreja em nossa capital, visitava, com freqüência, todas as paróquias e, em Fátima, sempre manteve afetuoso relacionamento com o Padre Tony, com as religiosas e os leigos que serviam à comunidade, valorizando seus projetos sociais, trabalhos de base e propiciando a cada grupo o apoio institucional necessário às realizações de suas ações. Esses incentivos e apoio foram assegurados até D. Falcão ser transferido para Brasília, capital do País. Agraciado com o Cardinalato. O papa João Paulo II, acolhendo o pedido de renúncia apresentado pelo cardeal Dom José Freire Falcão, em conformidade com o cân. 401.1 do Código de Direito Canônico. Dom Falcão é hoje Cardeal Arcebispo Emérito de Brasília.

 

Dom Miguel Fenelon Câmara

Como seu antecessor, D. Miguel veio do Ceará, de uma cidade do interior chamada Quixeramobim. Filho de uma família numerosa, nasceu em 4 de abril de 1925. Estudou em Fortaleza, ordenando-se Padre em 8 de dezembro de 1948. Fez pós-graduação em Roma, cursando Ciências Sociais na Universidade Gregoriana. Especializou-se, posteriormente, em Ação Social e Opinião Pública, na Universidade Pro-Deo. Exerceu muitas funções antes de ser nomeado Arcebispo de Teresina: professor no seminário, capelão militar, Vigário Secretário do Regional I, ocasião em que, pela primeira vez esteve em Teresina coordenando um encontro. Em 1970, foi eleito Bispo Auxiliar de Fortaleza, depois transferido para Maceió como Arcebispo Coadjutor, Administrador Apostólico e, posteriormente, titular daquela Diocese, permanecendo em Maceió até ser transferido para Teresina.
A solenidade de sua posse como Arcebispo ocorreu em 6 de janeiro de 1985 com muita festa, evidenciando a acolhida e entusiasmo de toda a igreja piauiense com sua presença em nosso meio. Aqui chegando, D. Miguel manifestou desde cedo sua predileção pelos pobres, pessoas excluídas e marginalizadas da sociedade, mantendo-se fiel aos desejos do Pai do Céu, com seu lema: "Sei em quem acreditei".
Padre Cláudio Melo, historiador piauiense de saudosa memória, não economizou elogios a D. Miguel quando teceu comentários sobre suas qualidades, seu compromisso com o Plano de Deus e eficácia de sua Ação Pastoral e projetos frente à Arquidiocese de Teresina. São de sua autoria as expressões: (...)"Após ter dado à Igreja do Brasil dois Cardeais, Teresina merecia o Arcebispo que tem - um Pastor que sintetiza as qualidades de seus antecessores e que revela ser o Bispo para hora presente, para as exigências do momento".
(...)"Desde os primeiros dias voltou seus olhos para o clero, para o Seminário e para as classes desfavorecidas. E na defesa da fé e dos marginalizados, soube de cajado na mão ser forte e combater os erros sem se preocupar com as oposições e críticas."
(...)"Dom Miguel Câmara é humilde e de uma simplicidade marcante. Perfeccionista nas coisas divinas e incansável nos trabalhos para uma melhor estruturação da Igreja, pela dignidade do culto e pelo crescimento da vida espiritual do clero e do rebanho".
(MELO, 1995, p.105)
D. Miguel, como seus antecessores, se fez presente nas paróquias, não somente durante as visitas pastorais, mas também, dentro do possível, procurou acompanhar, de perto, o crescimento da vida religiosa dos diversos grupos, a exemplo do que aconteceu na Paróquia de Fátima, onde, a cada visita realizada, o exemplo e a dedicação do Pastor eram reconhecidos e contribuíram para fortalecer novos projetos na comunidade.
Retraído e prudente, D. Miguel exerceu sua missão no silêncio e na simplicidade. Após pedir sua aposentadoria, foi substituído por D. Celso José. Sua predileção pela "cidade amada" o fez fixar residência em Teresina, onde se encontra na condição de Arcebispo Emérito, para a alegria de todos os que privam do seu convívio.

 

Dom Celso José Pinto da Silva

Nasceu no Rio de Janeiro-RJ, em 29/10/1933, filho de José Pinto da Silva e Rizza Soares Pinto da Silva. Foi Ordenado para o Presbitério em Roma/Itália, no dia 14 de março de 1959, foi ordenado bispo em 01 de maio de 1978 na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Tomou posse como quinto Arcebispo de Teresina no dia 01 de maio de 2001.
Professor e Diretor Espiritual do Seminário Menor e Maior da Arquidiocese do Rio de Janeiro, RJ (1960-1966); Assistente Diocesano e Vice Assistente Nacional do MFC-Movimento Familiar Cristão (1966-1969); Subsecretário do Regional Leste 1 -CNBB (1960-1970); Assessor da CEP-Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB (1970); Pároco da Paróquia de São Sebastião e Santa Cecília no Rio de Janeiro, RJ (1972-1978); Vigário Episcopal do Vicariato Oeste da Arquidiocese do Rio de Janeiro, RJ (1972-1978).
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, RJ (1978-1981); Bispo de Vitória da Conquista-BA; Membro da Comissão Episcopal de Pastoral da CNBB (1983-1987); Membro da CEP do Regional NE 3; Representante eleito da CNBB no Sínodo Episcopal de 1987; Representante eleito da CNBB à Quarta Conferência Episcopal Latino-americana em Santo Domingo, 1992; Presidente do Regional Nordeste 3 (1991-1994).​

 

Dom Sérgio da Rocha

Foi nomeado Arcebispo Adjunto da Arquidiocese de Teresina, pelo Papa Bento XVI, no dia 31 de janeiro de 2007. Sua apresentação à Arquidiocese aconteceu no dia 30 de março de 2007, na Catedral Nossa Senhora das Dores.
Nasceu em Dobrada-SP, na Fazenda Santo Antônio, em 21/10/1959, filho de Rubens da Rocha (+ 2000) e Aparecida Veronezi da Rocha.
Foi ordenado diácono na Igreja de Santa Cruz de Matão, em 18/8/1984 e presbítero na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão, aos 14/12/1984.
Estudou Filosofia no Seminário de São Carlos e Teologia na PUC de Campinas. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Lorena, SP. Fez Mestrado em Teologia Moral pela Faculdade Nossa Senhora Assunção, de São Paulo, e obteve o Doutorado na Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma, aos 21/1/1997.
Trabalhou no Seminário Diocesano de Filosofia, em São Carlos, como Diretor Espiritual, Professor de Filosofia e Reitor. No Seminário de Teologia de São Carlos, em Campinas, foi Diretor Espiritual e Reitor. Também foi professor e membro da Equipe de Formação dos Diáconos Permanentes de São Carlos - São Paulo. Exerceu também na Diocese de São Carlos as seguintes funções pastorais: Assessor da Pastoral da Juventude, Coordenador da Pastoral Vocacional, Coordenador da Escola de Agentes de Pastoral, Coordenador Diocesano de Pastoral, Pároco de Água Vermelha e de Santa Eudóxia, Vigário Paroquial das Paróquias Nossa Senhora de Fátima e Catedral e Reitor da Igreja São Judas Tadeu, em São Carlos.
Foi ainda professor de Teologia Moral na PUC-Campinas (1989-2001), colaborando como tal em Porto Velho-RO, no Projeto Missionário Sul I / Norte I e na Escola de Teologia Pastoral de São Luiz de Montes Belos - GO, Igreja Irmã da Diocese de São Carlos.
O Papa João Paulo II nomeou Bispo Auxiliar em Fortaleza-CE e Titular de Alba, em 16/06/2001. Foi ordenado Bispo em 11 de agosto de 2001, na Catedral de S. Carlos (SP), tendo como Bispos ordenantes Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, Dom Joviano de Lima Júnior e Dom Bruno Gamberini. Em 31 de janeiro de 2007, o Papa Bento XVI o nomeou Arcebispo Coadjutor da Arquidiocese de Teresina.
Dom Sérgio da Rocha iniciou o seu trabalho na Arquidiocese de Teresina, como Arcebispo Coadjutor, no dia 30/03/2007 e como Arcebispo Metropolitano em 03/09/2008.
Seu Lema Episcopal: "Omnia in Charitate" (1Cor 16,14) - "Em tudo, a caridade"
Foi bispo Auxiliar de Fortaleza; Membro da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB; membro da Comissão Episcopal do Mutirão de Superação da Miséria e da Fome da CNBB; Secretário do Regional Nordeste I; Bispo de referência da Pastoral da Juventude e da Pastoral Vocacional no Regional Nordeste I.
Atualmente é Presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM; membro da Comissão Episcopal para os Ministérios e a Vida Consagrada da CNBB; membro do Conselho Permanente da CNBB; e Presidente do Regional Nordeste IV.
Contatos:
Av. Frei Serafim, 1693 - Centro - 64000-020 - Fone: 0xx86-3222-3021
E-mail: sdarocha@terra.com.br

 

DOM JACINTO FURTADO DE BRITO SOBRINHO

Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho nasceu em Bacabal (MA) no dia 16 de junho de 1947. Realizou seus primeiros anos de estudos no Grupo Escolar Osvaldo Aranha (1ª a 4ª séries) e no Colégio Nossa Senhora dos Anjos (5ª a 8ª séries), em Bacabal. Fez estudos secundários no Seminário Santo Antônio, em Campina Grande. Estudou Filosofia no Seminário Provincial de Fortaleza e no Seminário Regional do Nordeste, em Recife. Cursou Teologia no Seminário Regional do Nordeste, em Recife. Possui formação em psico-pedagogia.

Jacinto Brito foi ordenado padre no dia 15 de janeiro de 1972, em Bacabal. Foi pároco na Paróquia de São Benedito em Pedreiras, no período de 1972 a 1994. Foi membro do Conselho Pastoral Diocesano (1972-1980); membro da Comissão Nacional do Clero (1980-1983); membro do Colégio de Consultores da Diocese (1984-1994); Vigário Geral da Diocese (1990-1995). Foi reitor do Seminário Interdiocesano de Santo Antônio, em São Luís (1995-1998), onde também ensinou a disciplina prática sacramental.

Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho foi nomeado bispo de Crateús pelo Papa João Paulo II, em 18 de fevereiro de 1998. Recebeu a ordenação episcopal no dia 24 de maio de 1998, em Crateús, das mãos de Dom Antônio Batista Fragoso e de Dom Paulo Eduardo Andrade Ponte e Dom Pascásio Rettler, OFM. No dia 22 de fevereiro de 2012 o Papa Bento XVI o nomeou arcebispo de Teresina.

Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho é o 2º bispo diocesano de Crateús, sucedeu a Dom Antônio Batista Fragoso . É o 7º arcebispo de Teresina, sucedendo a Dom Sérgio da Rocha.