HISTÓRIA

CENTROS SOCIAIS

Os centros sociais significaram, durante muitos anos em Teresina, a única alternativa de atendimento aquelas populações.

O Início das Obras Sociais

Na busca de realizar seu sonho de evangelização e de ajudar cada vez mais e melhor a população empobrecida da Arquidiocese, D. Avelar desenvolveu um complexo de "obras sociais", atuando onde era ausente ou deficiente a ação governamental na cidade. Para isso, criou a Ação Social Arquidiocesana - ASA, em 13 de junho de 1956, organismo vinculado à Arquidiocese, mas com personalidade jurídica própria, através da qual implantou diversos projetos, programas, serviços e ações, tudo destinado, prioritariamente, aos grupos sociais mais vulnerabilizados e empobrecidos. Era seu objetivo buscar, de um lado, o atendimento direto das necessidades dessa população, e do outro, a diminuição da desigualdade social, descobrindo valores e procurando mobilizá-los, no sentido de conquistarem o bem-estar da comunidade. Muitos desses projetos sociais continuam a ser desenvolvidos pela ASA, com sistemática e objetivos voltados para a realidade atual.
Verso da foto da construção das salas
ao lado do hoje Auditório Dom Avelar -
setembro de 1960.

Entre as diversas ações desenvolvidas por D. Avelar, destacou-se a implantação dos "Centros Sociais", em várias paróquias e comunidades, instalados para viabilizar o atendimento das populações das comunidades mais carentes, com serviços sociais diversos, como assistência médica e odontológica. Os centros de maior dimensão foram o Centro Social Leão XIII, no bairro da Vila Operária, o Centro Social de Nossa Senhora de Fátima, no bairro de Fátima e o Centro Social Cristo Rei, no bairro do Cristo Rei.

Em Fátima, a construção dos prédios onde funcionaria o centro social, para desenvolvimento das ações religiosas, culturais e sociais, foi ainda iniciada em 1957. Primeiramente foi construído o prédio do teatro, onde hoje funciona o Auditório Dom Avelar; depois as salas a ele agregadas, logo ao lado, onde atualmente são realizados os encontros de Catecismo e de Crisma, dentre outros. Nesse prédio foram instalados os serviços médico-odontológico, as salas de aula da escola de Ensino Fundamental e, mais tarde, do Ginásio Popular. Ali funcionava o serviço de distribuição de leite para crianças, como também as reuniões de mães, de homens e de jovens.

O Arcebispo fazia visitas e reuniões freqüentes, acompanhando as atividades religiosas e a construção dos prédios, orientando e, ao mesmo tempo, recebendo o apoio de seus colaboradores diretos, desde famílias abastadas até às mais humildes, sempre conquistando adesões para as suas obras religiosas e sociais. Onde atualmente é a praça, ficava um campo de futebol, onde os jovens praticavam o esporte preferido, tendo sido formado, inclusive, um time denominado "Santa Fé". E na área atrás da Igreja, onde hoje funciona a Pastoral do Menor, D. Avelar mandou perfurar um poço que funcionava como um chafariz de uso comunitário. Esses prédios ocupavam um grande espaço, estendendo-se desde o teatro até a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima, de forma contínua e com um muro fechando o limite norte, pois, conforme se recordam algumas pessoas que acompanharam essa obra, Dom Avelar pretendia que a avenida contornasse a Igreja, à semelhança do que acontece com a Igreja de São Benedito. Não se sabe bem ao certo porque ele desistiu dessa primeira idéia, pois com a intensificação do tráfego até à Universidade Federal, que passou a funcionar nesse novo espaço a partir de 1973, foi aberta a passagem da avenida Nossa Senhora de Fátima no local onde estava o Centro Social. Tal prédio foi demolido e reconstruído de frente para a avenida, na posição em que se encontra até hoje, e onde residem as irmãs da Congregação do Santíssimo Sacramento.
Novo escritório da Paróquia - nele ficam o escritório do
padre, a secretaria, a pastoral da Comunicação,
Dízimo, psicólogo, Bom Samaritano, copa, etc.

Com grande carisma e poder de comunicação, D. Avelar evangelizava conquistando a população para o exercício da solidariedade e da caridade. Cativava cada vez mais a população e, como acontecia sempre, ao celebrar em Fátima, atraía pessoas que vinham do centro e de outros bairros, para ouvir suas pregações, tão cheias de Deus e de calor humano. Tão grande carisma e tamanha força geradora de empatia e motivação estimulavam a participação e o engajamento de muitas pessoas, as quais se envolviam em vários grupos voluntários de trabalhos comunitários, criados por ele. Contava, assim, com o apoio de médicos e enfermeiras, professoras, catequistas religiosas e leigas, no desenvolvimento de atividades de orientação e assistência à população. A Paróquia de Fátima, portanto, já nasceu com um intenso e dinâmico trabalho evangelizador e social. Essa foi sempre a sua vocação.